O ‘inferno oculto’ que arde há 6 mil anos sem parar

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Chamas que parecem eternas: Conheça o lugar que poderia ser caracterizado como um ‘inferno’, pois suas chamas ardem sem cessar há 6 mil anos e não há a menor possibilidade de apagá-las.

O povoado abandonado de Centralia, Pennsylvania (EUA), abriga um dos incêndios de mina de carvão mais longos do mundo. Tudo começou em 1962 e 52 anos (e um monte de carvão) mais tarde, ainda continua queimando, o que levou muitos compararem Centralia com a cidade fictícia de Silent Hill, do videogame de mesmo nome, onde um povoado está perpetuamente coberto de fumaça.

Leia também: As 9 portas do inferno espalhadas pelo mundo

No entanto, Centralia é apenas uma faísca em comparação com o inferno que é Burning Mountain, na Austrália. Cujas chamas subterrâneas queimam há 6 mil anos.

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Na imagem acima vemos a Burning Mountain, com numerosas, mas pequenas saídas de fumaça -enxofre venenoso que indica a localização dessas chamas quase perpétuas, 21 metros abaixo da superfície. Mas 11 mil quilômetros ao sul da Burning Mountain há outra mina de carvão que pegou fogo em fevereiro deste ano e que é muito mais espetacular por conta do seu poder arrebatador, que mobilizou os bombeiros da região para evitar que incêndio monstruoso se espalhasse, embora eles saibam que conter um incêndio em uma mina de carvão é quase impossível.

Sabe-se, por exemplo, que a Brennender Berg da Alemanha (“montanha em chamas” em alemão) pegou fogo em 1688, de acordo com a lenda, por causa da negligência de um pastor. Mas as causas de fogo são na verdade tão obscuras quanto quando ele irá se apagar, pelo menos no caso de um incêndio desproporcional que queima minas de carvão.

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Há exemplos semelhantes, embora em menor escala, na China e na Índia. O perigo deles é basicamente a queima de carvão que liberam elementos tóxicos, como arsênico, flúor e selênio, que pode pôr em perigo populações inteiras. Algumas empresas do ramo da energia tornaram-se interessado na possibilidade de usar os gases resultantes, e os geólogos sabem graças ao clínquer (o resíduo de carbono não-inflamável) como se formaram numerosas superfícies resistentes a abrasão.

Não podemos esquecer que o nosso planeta Terra, pelo menos, na sua seção terrestre, está visivelmente montado em um teatro em chamas que, ocasionalmente, eleva sua língua de fogo perigosa.

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