O mistério da estranha família de pele azul

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A família Fugate do Kentucky foi um dos maiores mistérios que por anos intrigou os cientistas devido à sua peculiar cor de pele azul.

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Em 1958, Luke Combs levou sua esposa para o hospital. O motivo da visita devia ser algo relacionado com sua saúde, mas hoje é difícil saber com certeza, pois logo que o tal Combs entrou no hospital da Universidade de Kentucky (EUA), os médicos deram-lhe mais atenção do a que ela.

E tudo por causa de uma coisa que o fazia ficar muito envergonhado, mas era comum em toda a família: Luke era azul.

Não é exagero, nem coisa de maquiagem, ou algo que dependia da luz do ambiente ou da percepção de alguém que estava com ele. Luke Combs era azul, como um personagem de ficção científica, como os Smurfs.

Logo se descobriu que não era só ele, mas a maioria de sua família e os moradores de sua casa nas Montanhas Apalaches de Kentucky. Assim começou um dos maiores e mais excitantes mistérios da medicina, uma história que por anos tem intrigado cientistas e às vezes é considerado uma fraude muito bem elaborada.

Tudo começou há seis gerações, quando no século XIX, um senhor francês chamado Martin Fugate se mudou para uma casa isolada às margens do Troublesome Creek, um riacho, então desabitado.

Ele se casou com uma mulher ruiva extremamente pálida, uma americana chamada Elizabeh Smith. Logo o casal começou a ter filhos, netos e bisnetos e quase todos saíram azul. Mesmo quando eles se se relacionavam com outras famílias ( a foto que ilustra o post é a família Fugate inteira).

Agora, finalmente, sabe-se que isto é devido a uma união improvável de genes recessivos que sobreviveram na família há gerações. Martin Fugate sofria de uma doença do sangue chamada metemoglobinemia: a hemoglobina que circulava em suas veias não podia transportar oxigênio nem usa-lo normalmente para os tecidos “respirarem”.

Por este motivo, o efeito é semelhante a quando uma pessoa está congelada: os lábios ficam roxos, a pele azul e o sangue é da cor de chocolate, porque não tem oxigênio.

Não importava que o gene fosse recessivo: Os Fugate levavam uma vida tão isolada nas Montanhas Apalaches que tendiam a se relacionar entre eles, “protegendo” assim o seu legado genético.
Os Fugate casavam com outras Fugate ou, na melhor das hipóteses, com as famílias que vivem perto deles, como os Smith, Ritchie, ou com os Stacy Combs. Hoje, como a gama dos pretendentes dos Fugate se abriu, esta condição está praticamente extinta.

Este caso foi conhecido através do trabalho da Dra. Madison Cawein III, hematologista da Universidade de Kentucky. Ela morreu em 1985, mas as suas notas foram publicadas no livro “The Blue Povo de Troublesome Creek”, em 1982 e serviram para resolver o mistério.

Agora só falta uma para para a resolução da história: o que aconteceu com Benjamin Stacy, o bebê tão azul no momento do nascimento, em 1975, que suas parteiras estavam tão assustadas e decidiram leva-lo da maternidade para uma clínica para uma transfusão.

Faltou ele chegar a sua avó Luna Fugate, para esta dizer que o garoto era da cor de um autêntico Fugate. Esta avó foi descrita como “a mulher mais azul do mundo”. Hoje, Benjamin, que teria 37 anos se estivesse vivo, ainda continua desaparecido.

[Yahoo]

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